Das viagens que fiz, percorrer o Jari foi uma das mais perigosas e belas

O pensamento de morte fugia porque eu estava concentrada demais no foco da Canon, tentando registrar a destreza do velho Braz evitando o choque com as pedras do Jari, cheio de piranhas ávidas por sangue e carne, nos perigosos 25 km de corredeiras na divisa do Amapá e o Pará. 

Em mais de 40 anos de algumas viagens à Amazônia, esta foi uma das mais sensacionais experiências que o jornalismo e a rede de solidariedade dos colaboradores do trabalho de campo me proporcionaram. 

 

sertanista

Seria uma conversa informal com Sydney Possuelo: Minha intenção era apenas entregar uma foto que fiz quando estive em julho/24 em Altamira onde encontrei Akito, indígena histórico dos primeiros contatos dos Arara, que eu entrevistara como parte das investigações de um livro-reportagem que preparo sobre a ocupação da região. Mas o encontro se transformou em um manifesto dele contra uma rede de violências (dez/2024)