minibio

Jornalista dedicada a coberturas sobre meio ambiente e comunidades tradicionais. Com experiência em redações de jornais como Correio Braziliense, onde trabalhei na reportagem e editei cadernos especiais em temas relacionados ao patrimônio cultural e educação. Como assessora de comunicação da  Secretaria de Mudanças Climáticas no Ministério do Meio Ambiente, tive a oportunidade de prestar consultorias a projetos de organizações  internacionais como PNUD e WWF e também em eventos como a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e  Desenvolvimento (Rio + 20).  Entre os anos 80 e 90, trabalhei no Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organismo da Conferência  dos Bispos do Brasil, especializado na promoção da organização do movimento indígena nacional e na assessoria  jurídica dos povos em Tribunais Superiores, demais instâncias e no Ministério Público. Hoje colaboro com veículos da mídia  alternativa e me aventuro em ferramentas das redes sociais.

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Niño: o "motorhome" Fiat Uno 2003

O jornalismo me empurrou para as imagens. Embora eu não me considere fotógrafa — por não ter o compromisso correto com a câmera que só uso quando o bicho pega — em viagens eu assumo a pauta inteira, ética e profissionalmente, escrevo e fotografo. E também faço uns ensaios com roteiros de vídeos, como estes com os Guarani do Rio Grande do Sul: 

Retomada Yvyrupá

Aldeia no asfalto

Quero contar a história da ocupação do primeiro trecho da Transamazônica. Eu estava ruminando esse projeto há uns 15 anos, até que um dia em agosto de 2023 resolvi não deixá-lo mergulhar no mar das frustrações, sem ao menos tentar. Pedi a um vizinho pra me ajudar a  tirar o banco de trás do automóvel e em seu lugar improvisar uma cama. Essa primeira viagem foram 7 mil km entre Brasília, Belém, Altamira e Santarém, onde coloquei o carro num navio pra estar no Círio em Belém, e de lá de volta pro DF. Agora em dezembro de 2024 estou fazendo a quarta viagem à Altamira. Esta é a segunda vez que vou sem carro. Esse é um projeto até agora independente, pois eu não poderia buscar qualquer recurso financeiro sem saber o que realmente encontraria no caminho. Estou fazendo um livro-reportagem e já andei muito pra poder desistir (sim, amarrei as dúvidas e os medos num saco, mas foram na bagagem e gritam o tempo todo). (Edição Ana Mendes. Imagens Rejane Agra. André Dusek no apoio na preparação da partida)

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Cheguei em Porto Velho em 17 de fevereiro de 1982, pouco mais de um ano depois de me formar em Comunicação na PUCRS. De cara encontrei as comunidades eclesiais de base e os movimentos sociais. A cidade tinha cinco jornais diários. O território federal tinha sido recentemente transformado em estado, o Banco Mundial jorrava dinheiro na destruição ultra acelerada das florestas e os indígenas eram massacrados em mortes brutais. Rondônia marcou pra sempre minha vida, ainda convivo com a maior parte dos amigos e amigas que fiz lá. E o jornalismo que aprendi na Amazônia está vivo até hoje.

O Conselho Indigenista Missionário foi uma importante escola. Eu conheci o Cimi em Porto Velho e trabalhei no secretariado nacional em Brasília durante a Constituinte. Tive a oportunidade de entender a história e ver o movimento indígena do amplo mirante que é o trabalho na capital federal. Posso dizer: “um deslumbre” para a pouco experiente jornalista que eu era naquele tempo, com o coração batendo forte, os acompanhando nas articulações políticas que redundariam no Capítulo dos Índios conquistado na Constituição pela luta. Na foto, na UnB, com lideranças históricas Kayapó, Tucano e Baré. (Arquivo Cimi, com arte da fotojornalista e minha filha Ana Mendes, sobrepondo imagens que remetem inclusive à Estrada de Ferro Madeira Mamoré, onde moramos na Candelária, lugar de antiga estação, na margem do rio Madeira)

No meio do rio Jari, na divisa do Amapá e Pará. A foto é do Maciel Castelo, o castanheiro que acompanhei em expedição de canoa no Jari. Foi dele e do seu tio Braz a ideia de testar minha coragem (rsrsrs) me colocando em uma pedra no meio do rio, cheio de jacarés, enormes piranhas pretas com dentes de pitbull (um dia, uma delas se grudou no cabo do remo da canoa enquanto Maciel tirava peixes da rede, foi quando vi a dentadura poderosa e amedrontadora). Eu queria fotografar o barranco onde ficava nosso acampamento (abr/2020)

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Niño: o "motorhome" Fiat Uno 2003

O jornalismo me empurrou para as imagens. Embora eu não me considere fotógrafa — por não ter o compromisso correto com a câmera que só uso quando o bicho pega — em viagens eu assumo a pauta inteira, ética e profissionalmente, escrevo e fotografo. E também faço uns ensaios com roteiros de vídeos, como estes com os Guarani do Rio Grande do Sul: 

Retomada Yvyrupá

Aldeia no asfalto

Quero contar a história da ocupação do primeiro trecho da Transamazônica. Eu estava ruminando esse projeto há uns 15 anos, até que um dia em agosto de 2023 resolvi não deixá-lo mergulhar no mar das frustrações, sem ao menos tentar. Pedi a um vizinho pra me ajudar a  tirar o banco de trás do automóvel e em seu lugar improvisar uma cama. Essa primeira viagem foram 7 mil km entre Brasília, Belém, Altamira e Santarém, onde coloquei o carro num navio pra estar no Círio em Belém, e de lá de volta pro DF. Agora em dezembro de 2024 estou fazendo a quarta viagem à Altamira. Esta é a segunda vez que vou sem carro. Esse é um projeto até agora independente, pois eu não poderia buscar qualquer recurso financeiro sem saber o que realmente encontraria no caminho. Estou fazendo um livro-reportagem e já andei muito pra poder desistir (sim, amarrei as dúvidas e os medos num saco, mas foram na bagagem e gritam o tempo todo). (Edição Ana Mendes. Imagens Rejane Agra. André Dusek no apoio na preparação da partida)

Niño: o "motorhome" Fiat Uno 2003

O jornalismo me empurrou para as imagens. Embora eu não me considere fotógrafa — por não ter o compromisso correto com a câmera que só uso quando o bicho pega — em viagens eu assumo a pauta inteira, ética e profissionalmente, escrevo e fotografo. E também faço uns ensaios com roteiros de vídeos, como estes com os Guarani do Rio Grande do Sul: 

Retomada Yvyrupá

Aldeia no asfalto

Quero contar a história da ocupação do primeiro trecho da Transamazônica. Eu estava ruminando esse projeto há uns 15 anos, até que um dia em agosto de 2023 resolvi não deixá-lo mergulhar no mar das frustrações, sem ao menos tentar. Pedi a um vizinho pra me ajudar a  tirar o banco de trás do automóvel e em seu lugar improvisar uma cama. Essa primeira viagem foram 7 mil km entre Brasília, Belém, Altamira e Santarém, onde coloquei o carro num navio pra estar no Círio em Belém, e de lá de volta pro DF. Agora em dezembro de 2024 estou fazendo a quarta viagem à Altamira. Esta é a segunda vez que vou sem carro. Esse é um projeto até agora independente, pois eu não poderia buscar qualquer recurso financeiro sem saber o que realmente encontraria no caminho. Estou fazendo um livro-reportagem e já andei muito pra poder desistir (sim, amarrei as dúvidas e os medos num saco, mas foram na bagagem e gritam o tempo todo). (Edição Ana Mendes. Imagens Rejane Agra. André Dusek no apoio na preparação da partida)